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A aurora polar, comumente chamada de aurora boreal, é um
fenômeno de natureza óptica observado nos céus noturnos
nas regiões próximas as zonas polares. Muito comum nas
regiões próximas ao Pólo Norte, especialmente na
Escandinávia e na Islândia, a aurora também pode ser
observada nas regiões próximas ao pólo sul. O nome
aurora foi dado pelo físico italiano Galileu Galilei, em
homenagem a deusa romana Aurora (a deusa do amanhecer) e
seu filho Bóreas. Assim, as auroras recebem nomes que
dependem de sua localização: se forem observadas a
partir do hemisfério norte, onde são mais comuns, são
chamadas de auroras boreais; mas se forem observadas em
latitudes sul, a aurora é chamada de aurora austral. |
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A aurora não é uma exclusividade
de nosso planeta. As auroras também são observadas em
Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. É possível reproduzir
as auroras em laboratório ou através de explosões
nucleares.
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Imagem de uma aurora polar.
O fenômeno é causado pela interação do campo
magnético terrestre com as
partículas do chamado "vento solar". |
Como uma aurora acontece?
Uma aurora se parece com uma “cortina” luminosa
estendida horizontalmente, embora as vezes se apresente
como arcos que mudam de forma constantemente. Cada
cortina consiste de vários raios paralelos e alinhados
na direção das linhas do campo magnético, sugerindo que
o fenômeno no nosso planeta está alinhado com o campo
magnético terrestre.

Os ventos solares
interagindo com o campo magnético terrestre.
Creditos da imagem: INPE. |
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A aurora polar é causada
pelo choque entre as partículas provenientes do
vento solar e a ionosfera da Terra (imagem ao
lado). O vento solar é a emissão contínua de
partículas carregadas, um fluxo rarefeito de
plasma quente (gás de elétrons livres e cátions)
emitidos pelo Sol em todas as direções, um
resultado de milhões de graus de temperatura da
camada mais externa da estrela, a coroa solar.
Essas partículas podem ser elétrons e prótons. |
De
forma geral, os elétrons provenientes deste
vento chocam-se com os átomos de oxigênio e de
nitrogênio, em altitudes entre 80 km e 150 km.
Cada colisão emite parte da energia da partícula
para o átomo que é atingido, um processo
conhecido como ionização. Quando ocorre
ionização, elétrons são despejados do átomo, os
quais carregam energia e criam um efeito dominó
de ionização em outros átomos. A excitação
resulta em emissão, levando o átomo a estados
instáveis, sendo que estes emitem luz em
frequências específicas enquanto se estabilizam.
É no processo de estabilização do átomo que a
luz é emitida, dando origem a este efeito. As
várias cores são o resultado das diversas
frequências emitidas pelos choques entre as
partículas.
Portanto, quanto maior for a incidência de
ventos solares, maior será a incidência das
auroras polares. |
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Esquema
do choque das partículas provenientes do vento
solar com a atmosfera da Terra. Reprodução:
Observatório Astronômico Ufes. |
“Aurora musical”
É muito comum o relato de sons provenientes das auroras
polares. No entanto, acredita-se que este fenômeno seja
improvável, já que a energia das auroras e outros
fatores tornam a chegada de sons ao solo muito difícil;
a coincidência dos sons com as mudanças visíveis da
aurora conflitam com o tempo de propagação necessário
para que o som possa ser ouvido.
Galeria
As auroras polares são fenômenos extremamente belos.
Abaixo, uma galeria com imagens das auroras registradas
nos mais diversos pontos da Terra e também fora dela, em
estações espaciais, telescópios e em outros planetas de
nosso sistema solar.
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| Aurora boreal, na
Islândia. |
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Simulação de uma aurora
austral vista a partir do espaço. |
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Aurora
boreal observada na Noruega. |
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Aurora boreal, na
Islândia. |
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| Aurora
boreal. |
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Aurora boreal nas matas
da Dinamarca. |
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Aurora boreal multicolorida. |
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