| Viagem no tempo | |||||||
Para iniciar nossa discussão, vamos começar com o conceito de tempo. Afinal, o que é o tempo? Assim como grandezas físicas como a massa, o tempo é uma definição, não um conceito teórico comprovado experimentalmente. Definimos então, o tempo como sendo um intervalo em que ocorrem dois acontecimentos quaisquer. Por exemplo, o intervalo entre você abrir a esta página e começar a ler é um intervalo de tempo. Contudo, nossa discussão não termina aqui. Precisamente, medimos o tempo com relógios, sejam eles de pêndulo, eletrônicos, digitais. Mas, como medir o tempo no passado? Se um de nossos relógios for conosco, ele funcionará? E como funcionará? Dificilmente teremos respostas exatas a estas perguntas, mas a princípio, vamos admitir que as respostas fossem "sim". Assim, vamos um pouco mais adiante em nossa discussão. Viajar no tempo não é algo que seja tão absurdo assim. Astronautas que viajam em seus foguetes e ônibus espaciais viajam a uma velocidade de 37000 km/h, o que permite que eles viajem cerca de 1 bilionésimo de segundo adiante no tempo (a título de comparação, 1 milésimo de segundo é o tempo que o ser humano leva para piscar). Portanto, é óbvio perceber que, do ponto de vista humano, este tempo no futuro é insignificante. Mas a chave para esta viagem para o futuro está justamente na forma como ela, teoricamente, pode ser feita: com naves que viajam a altas velocidades. E para isto, basta que seja possível que algo ou alguém viaje mais rápido do que a luz, algo impossível aos olhos da Física atualmente. Além de tecnologia de materiais, ter-se-ia que utilizar combustível quase inesgotável para acelerar a nave (leia-se máquina do tempo) até que atinja altíssimas velocidades e, daí, pudesse pular alguns anos no futuro. Portanto, do ponto de vista prático, viajar longos períodos no futuro é uma tarefa, pelo menos por enquanto, impossível. Mas, e se voltássemos ao passado? Na verdade, o grande interesse da ciência que estuda este tipo de viagem está no que aconteceu. Poder estar na época dos dinossauros, ver como se formaram o planeta, descobrir de onde viemos, evitar guerras, mortes. Uma infinidade de possibilidades está na vivência do passado. E como poderíamos chegar até o que já aconteceu? E o que aconteceria e fizéssemos algo que mudasse, de alguma forma, nosso passado? Para ilustrar um pouco melhor a ideia de viagem ao passado e suas consequências, vamos recorrer ao cinema. Conta uma história de um filme muito famoso que, um político após ser eleito presidente dos Estados Unidos, ganha o direito a viajar a qualquer ponto do passado. Ele decide então, ir até a época em que os dinossauros viviam; mas, antes de ir, é advertido que não pode alterar nada durante sua passagem por lá. Sua "visita" ocorre "tranquilamente", mas, no momento em que ia voltar, ele pisa em uma folha e a quebra. Quando chega de volta em seu tempo, descobre que ele não é mais o presidente eleito. É esperado pensar: "mas o simples fato de se quebrar uma folha pode mudar tanto assim o futuro?". Como no caso de uma viagem ao futuro, não se pode responder à algumas perguntas com respostas exatas. Mas, de fato, podemos esperar que se mudamos algo em nosso passado, mudamos algo em nosso futuro também. A viagem ao passado pode ser útil em casos que se quer evitar algo, como por exemplo, a posse de Adolf Hitler, mas também, pode ser utilizada por gananciosos e trapaceiros que podem utilizar seu conhecimento sobre o passado para, por exemplo, ganhar muito dinheiro com apostas e especulação financeira. E, em ambos os casos, é impossível determinar com certeza quais as consequências no futuro da humanidade que isto poderia trazer.
Porém, como estamos imaginando um cenário (e a ciência também necessita da imaginação para poder prosseguir), vamos imaginar um cenário de volta ao passado. Imaginemos que você volte até o dia em que a Apollo XI decolou e, de alguma forma sabote seu lançamento. E então, os americanos desistam de lançar a nave por algum tempo; e se nesse tempo entre a sabotagem e o novo lançamento, os soviéticos lançassem um foguete que levasse o homem até a Lua? Provavelmente, nosso futuro seria seriamente alterado. E se fosse alterado a ponto de não termos mais acesso a computadores e aos avanços científicos? Se isso acontecesse, como seria possível construir uma máquina do tempo? E se a máquina não existisse, como seria possível que ela alterasse o passado? (Não queremos, no entanto, dizer que uma eventual chegada dos russos na Lua antes dos americanos traria um "atraso tecnológico" ao mundo atual) Na verdade, muitas respostas a estas perguntas seriam dadas se nossa concepção sobre o espaço e o tempo fosse mais abrangente e comprovadamente, tivéssemos mais do que as quatro dimensões conhecidas. Talvez, uma dimensão de espaço tempo paralela, onde seríamos os mesmos, mas com vidas completamente diferentes, como enuncia a Teoria dos n-Espaços Dimensionais; ou ainda, que nossa concepção sobre o tempo fosse diferente da atual. O tempo não pode ser contínuo para dois observadores em duas posições diferentes (por isso, dizemos que o tempo é relativo: ele depende basicamente do observador, de quem mede o tempo, visualiza o evento). Apesar de, atualmente, a viagem no tempo ser apenas uma teoria, nada impede que, algum dia, ela se torne possível. Mas, por enquanto, levemos em conta as palavras de Stephen Hawking, doutor em Cosmologia e famoso cientista inglês: "a ausência de visitantes do futuro em nossa época é um bom argumento de que não é possível viajar no tempo." Os aspectos filosóficos que envolvem a viagem no tempo são inúmeros. Mas procuramos mostrar os principais e, obviamente, deixar o leitor ainda mais curioso sobre o assunto. Mas, fique a vontade para entrar em contato conosco caso queira comentar algo sobre este texto. |
| FALE CONOSCO | POLÍTICA DE PRIVACIDADE | SOBRE O PRATICANDO FÍSICA | TERMOS DE USO |
| © Copyright Praticando Física - Todos os direitos reservados. |