| Como calcular a que distância estamos de um raio? | |||||||||
Mas, é possível saber se uma tempestade de raios se aproxima de um determinado local? A resposta é sim e calcular esta distância é uma tarefa muito simples.
Como conhecemos a velocidade média do som, precisamos descobrir ou a distância ou o tempo em que a onda se desloca. E é aí que você entra. Toda vez que você observar um relâmpago, comece a contar e pare sua contagem assim que ouvir o trovão. O valor que você obteve será o tempo em que a onda sonora levou para chegar até seus ouvidos. Assim, obtendo a distância na expressão (1), temos:
Então, toda vez que você ver um raio e quiser calcular a que distância o raio se encontra de você, basta contar quantos segundos você leva para ouvir o trovão resultante do raio e multiplicar o resultado por 343 para obtê-la em metros. Mas se você prefere a distância em quilômetros, basta converter a velocidade para km/s, o que nos dá 0,343 km/s. (aqui cabe uma observação: muitos preferem arredondar os valores da velocidade do som para 300 m/s ou 0,3 km/s; apesar do arredondamento ser grande se comparado com o valor total, ele pode ser considerado válido como margem de segurança.) Portanto, para descobrir a que distância o raio se encontra de você, basta multiplicar por 343, para obter a distância em metros ou 0,343 para obter a distância do raio em quilômetros. Assim, se você contou 10 segundos desde a visualização do relâmpago até ouvir o trovão, o raio caiu a 3430 m ou 3,43 km de distância. Alguns fatos interessantes sobre os raios: Os relâmpagos aparecem todos recortados no céu porque as descargas procuram os caminhos de menor resistência numa atmosfera cheia de cargas elétricas variáveis. Geralmente, as mudanças de direção (ziguezague) do raio que está caindo ocorrem a cada 50 metros; O inventor do para-raios, Benjamin Franklin (1706-1790), fez em 1752 uma experiência que quase lhe custou a vida: usou um fio de metal num papagaio (pipa) que empinou numa tempestade, preso a uma chave, que por sua vez era manobrada através de um fio de seda. Sua sorte foi que apenas algumas cargas elétricas leves desceram por esse dispositivo, pois se tivesse realmente atraído um raio, teria morrido eletrocutado, como aconteceu com o físico russo Georg Richmann, que tentou repetir a experiência. Já a linha fina usada nos papagaios comuns não tem grande capacidade de condução de cargas elétricas (devido à pequena espessura do fio e às características da linha, a condutividade é mínima); A energia
transferida pelo raio entre a nuvem e a terra é em média
de 1012 watts (uma lâmpada comum de 100 watts consome
essa energia se ficar ligada pouco mais de dez horas). O
que mata, no raio, é o choque e o calor produzidos por
sua alta amperagem. Os homens são mais atingidos que as
mulheres, pelo simples fato de haver mais homens que
mulheres fora das casas, quando ocorrem as tempestades; O raio só se torna visível na fase final do processo, quando ocorre a chamada descarga de retorno. Pode ser positivo ou negativo, sendo que o positivo (mais raro) tem o dobro da amperagem do negativo e sua corrente elétrica contínua dura cerca de 200 milésimos de segundo, mais que o dobro do tempo verificado no raio negativo (daí serem os raios positivos mais destrutivos, podendo iniciar um incêndio florestal). A diferença é que os negativos partem da base da nuvem, enquanto os positivos surgem do topo do cumulus nimbo, carregado positivamente. Na Região Sudeste do Brasil, curiosamente, 60% dos raios são positivos (contra a média mundial de apenas 10%), não sendo conhecida ainda uma explicação definitiva para o fenômeno (suspeita-se que seja pela reunião de grande número de cumulo nimbos com as correntes atmosféricas procedentes da Antártida, formando um campo elétrico positivo no topo das nuvens tão forte e distante das bases dessas nuvens que trocaria energia diretamente com a terra. |
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