Archive for the ‘Humor’ Category

COMO FUNCIONA UM CAPACITOR DE FLUXO

Por Flávio da Costa Gonçalves

Campos do Jordão (instável) – Uma das trilogias de maior sucesso (e uma das melhores da história do cinema, em minha modesta opinão) é a do filme “De Volta Para O Futuro“. Estrelado por Michael J. Fox e Christopher Lloyd, o filme conta as aventuras e viagens no tempo do adolescente Marty McFly e do físico Dr. Emmet Brwon, criador de uma máquina do tempo que funciona em um DeLorean. O veículo deve andar a uma velocidade constante de 88 mi/h (ou aproximadamente 141 km/h) para que a viagem no tempo seja propiciada pelo uso do capacitor de fluxo, um equipamento deveras sofisticado que produz energia com fusão de polônio (De Volta Para o Futuro I) e numa versão mais moderna, com substâncias orgânicas (De Volta Para O Futuro II e III), incluindo aí, restos de alimento. Então, como o capacitor de fluxo é o equipamento fundamental para a viagem no tempo, nada melhor do que explicar o seu funcionamento com um diagrama bem bonitinho:

 

 

Vi no Byte Que Eu Gosto

I WILL DERIVE

O simpático vídeo acima é uma paródia muito bem feita da música “I Will Survive” (Gloria Gaynor). Utilizando o Cálculo Diferencial e Integral como base para a nova letra, o vídeo acabou ficando hilário e muito criativo.

DE AVIÃO É MAIS PERTO

Por Flávio da Costa Gonçalves

CAMPOS DO JORDÃO (existe cura para a rinite?) – O vídeo ficou famoso, chegou até o Fantástico, e logo deve passar pelo seu clone em outra rede de televisão. Trata-se de um trote feito por uma rádio da cidade de Catalão, em Goiás, alertando a um controlador de voo do aeroporto local sobre um suposto pouso de emergência de um Boeing 747 no pequenino aeroporto da cidade. O detalhe engraçado (?) da história é que o controlador se desespera, já que a pista do aeroporto não é grande o suficiente para que um avião deste porte pousasse com segurança. O controlador então sugere que o suposto piloto vá para outro aeroporto, o de Uberlândia, já em Minas Gerais. O tal piloto então pergunta: “fica muito longe daí?”. A resposta do controlador acaba se tornando a inspiração do título deste post: “de carro fica a 100 km, mas de avião é pertinho!”.

O vídeo como trote é esse aqui.

Não sei se repararam, mas o troteiros viajaram muito!

Pode ter sido o nervosismo com a iminência da chegada de um trambolho daqueles em um lugar tão apertado. Afinal, o controlador se sentiu responsável pelas supostas seiscentas (cabe tudo isso?) pessoas dentro do suposto avião com problemas. Mas o fato é que o cidadão repetiu um erro comum a muitas pessoas: confundir distância com tempo.

Nos meus tempos como professor de ensino médio, eram raras as vezes em que não encontrava alguma resposta para um problema que pedia a distância percorrida escrita como d=10 s ou t=10 m/s. De fato, é comum as pessoas associarem o tempo de chegada a distância percorrida, pois é muito mais fácil e algumas vezes mais prático falar que tal cidade fica a 2 horas, do que dizer que ela fica a 200 km por exemplo. Tempo é dinheiro e ajuda no planejamento, diriam alguns. E é aí que mora o problema, especialmente se quem comete esse erro de associação é um aluno iniciante em Física. Se ele associa distância a unidade de tempo ou tempo a unidade de distância já está cometendo o erro de dimensão da grandeza que ele está medindo. É um erro básico, que deve ser corrigido imediatamente. O correto é sempre dizer que tal cidade fica a 200 km de distância ou que a cidade fica a (aproximadamente) 2 h de viagem.

Lembre-se de que as unidades de medida devem sempre ser equivalentes!

Nosso amigo controlador nunca mais deve repetir que “de avião é pertinho, pertinho”, pois o pertinho no caso se refere ao pouco tempo que ele levaria para chegar até o aeroporto mais próximo. Da próxima vez, ele pode dizer – talvez com um risco de ser redundante ou cometer pleonasmo – que de avião é bem mais rápido do que ir de carro.