Por Flávio da Costa Gonçalves
Richard P. Feynman foi um dos físicos de maior notoriedade dos Estados Unidos. Seu trabalho em Física Quântica lhe rendeu várias premiações (entre elas um prêmio Nobel em 1965 pelo seu trabalho sobre a EQD – Eletrodinâmica Quântica). Mas outra característica que deu a Feynman ainda mais fama era a sua facilidade em falar, ministrar aulas e cursos sobre Física em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil na década de 1950. Grande parte do trabalho de Feynman pode ser encontrada em alguns de seus livros, biografias e reuniões de transcrições de suas aulas e palestras. E é em uma dessas coleções que encontrei um trecho em que Feynman fala a seus alunos do curso introdutório de Física do Caltech – Califonria Institute of Tecnology – já na década de 1960 sobre a Astronomia e um pouco de seus personagens. Este trecho relata com sutileza como a beleza da Física pode ser admirada ou ignorada pelas pessoas.
“Umas das descobertas mais impressionantes foi a origem da energia das estrelas, o que as faz continuar a queimar. Um dos autores da descoberta passeava com a namorada na noite após perceber que devem estar ocorrendo reações nucleares nas estrelas para fazê-las brilhar. Observou a namorada: “Olhe como está bonito o brilho das estrelas!” Respondeu ele: “Sim, e neste exato momento, sou o único homem do mundo que sabe por que elas brilham.” Ela simplesmente riu-se dele, sem se impressionar como o fato de estar saindo como único homem que, naquele momento, sabia por que as estrelas brilham. Bem, é triste estar só, mas o mundo é assim.”
Em tempo: um pouco sobre a origem do brilho das estrelas pode ser encontrado neste link do Nobel Prize. (Prêmio Nobel)
