Archive for the ‘Astronomia’ Category

MITCHELL E AS RELÍQUIAS DO ESPAÇO

O ex-astronauta Edgar Mitchell e a NASA, a agência espacial dos Estados Unidos, chegaram a um acordo que pos fim a um processo judicial que já durava dois anos. O motivo do litígio? Mitchell, que foi o sexto homem a pisar na Lua, tentou leiloar a câmera supostamente cedida a ele pela NASA e que foi utilizada em sua missão à Lua em 1971.

No processo a NASA argumenta que o equipamento era de sua propriedade e mesmo após o fim de sua operação, todo e qualquer aparato utilizado continua como sua propriedade, exceto em casos especiais, quando os equipamentos são cedidos ou doados para outra pessoa. Em sua defesa, Mitchell diz que recebeu o equipamento como um presente da própria agência pelos quarenta anos da missão Apollo 14.

A câmera em questão estava avaliada em US$ 80 mil. Por sorte, o leilão foi suspenso até que se chegasse a uma decisão final sobre a propriedade da câmera. O destino final do equipamento deve ser o Museu Nacional do Espaço, em Washington.

O caso de Mitchell não foi o primeiro envolvendo a venda de equipamentos e materiais coletados em missões espaciais. Em maio deste ano, uma americana foi detida após tentar vender uma rocha lunar por US$ 1,7 milhão (cerca de 2,9 milhões de reais). Centenas de quilos dessas rochas foram coletadas durante as missões do projeto Apollo; algumas dessas rochas foram doadas para museus e governos do mundo todo e uma boa quantidade está desaparecida. E este não foi o único caso: em 2009, fragmentos da cratera de Gebel Kamil, no Egito, formada pela queda de um meteorito há cerca de 5 mil anos, começaram entupir os sites especializados em comércio de souvenires especiais (sim, eles existem!). A cratera tinha a sua localização guardada a sete chaves pelos cientistas responsáveis pela sua descoberta, mas o caos político no Egito e a gana de caçadores de meteoritos, misteriosamente, permitiu que a cratera fosse descoberta e explorada. Para que se tenha uma ideia, em um dos sites que vendem esse tipo de material, um dos pedaços que supostamente são de Gebel Kamil, chega a custar US$ 1,6 mil.

Nem mesmo Neil Armstrong, o primeiro ser humano a pisar na Lua escapou dos leilões de seus objetos. Qualquer objeto que tivesse alguma relação com o ex-astronauta – autógrafos, peças de roupa, mechas de cabelo, entre outros – eram vendidos a peso de ouro em sites de leilões, como o eBay. Cada autografo era vendido a lances de pelo menos US$ 50 mil. Esta cobiça teria levado Armstrong a se recusar a autografar ou tirar fotografias fora de cerimônias oficiais.

Vender partes de equipamentos aeroespaciais utilizados ou não em missões é crime, já que qualquer parte é, por acordo internacional, propriedade do governo que as lançou ao espaço (obviamente, esse acordo não envolve as patentes deste objetos). Mas vender algum meteorito depende de como cada governo encara o assunto. No fundo, a ilegalidade neste tipo de comércio está em como as pedras foram obtidas. Por exemplo, no Brasil não há legislação específica sobre a propriedade do meteorito – se é do dono do terreno ou da pessoa que o encontrou. Apenas há uma proibição formal da saída de qualquer objeto de interesse científico do país sem que haja a comunicação prévia aos órgãos competentes. Em outros países, as leis são um pouco deferentes: nos Estados Unidos, a propriedade sobre os meteoritos recai sobre o dono do terreno onde ocorreu a queda; na Austrália, é proibido a retirada das rochas sem a permissão governamental.

Uma coisa é certa: o caso de Mitchell revelou uma indústria pouco preocupada com a popularização da ciência ou do aumento do conhecimento científico. Sem entrar no mérito sobre a inocência ou culpa do ex-astronauta, a venda de objetos utilizados em missões espaciais, ou pedaços de meteoritos ou partes de equipamentos, como satélites, só interessa a uma pessoa: quem compra.

EMPRESA BRASILEIRA LAÇNA CÂMERAS DE ALTA RESOLUÇÃO PARA SATÉLITES

EMPRESA BRASILEIRA LAÇNA CÂMERAS DE ALTA RESOLUÇÃO PARA SATÉLITES

O Brasil agora é um dos poucos países que detém a tecnologia para a fabricação de câmeras de altíssima resolução utilizadas por satélites e telescópios para tirar fotos de áreas desmatadas ou de lugares distantes do espaço.  O lançamento da câmera é um dos resultados do acordo entre a China e o Brasil para a transferência e desenvolvimento de tecnologia aeroespacial.

A notícia foi publicada pela Folha Online. Abaixo, um trecho da reportagem de Rafael Garcia:

“A empresa de tecnologia ótica Opto, de São Carlos, anunciou ontem a conclusão do projeto de construção das duas câmeras que integram o satélite sino-brasileiro Cbers-3, o primeiro cujas peças principais foram produzidas no Brasil.

O desenvolvimento do projeto, que durou cerca de três anos, levou a empresa a se tornar uma das únicas do mundo a possuir a tecnologia ótica necessária para funcionamento deste tipo de câmera em gravidade zero e no vácuo.

Além disso, o anúncio garantiu ao Brasil a independência tecnológica para tal produção, após um boicote dos EUA, que decidiram não exportar os componentes necessários.

“Eles se negaram a nos vender a tecnologia no meio do projeto, o que até atrasou um pouco o cronograma. Mas o resultado foi bom, uma vez que a vencedora da licitação [Opto] conseguiu, em 11 meses, desenvolver a tecnologia completa”, disse o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

O satélite, o terceiro de uma série de cinco em parceria com a China, tem lançamento programado para outubro de 2010 naquele país. O governo federal vai utilizá-lo como mais uma ferramenta no combate ao desmatamento e avaliações de produções agrícolas.”

Para mais detalhes, acesse a noticia completa na página Ciência e Saúde, da Folha Online.

Aliás, a prática de “prender” tecnologia é comum nos Estados Unidos. Infelizmente, isso faz parte do jogo.

Mas é uma excelente notícia para a ciência brasileira; afinal o país que mais produz papers no mundo tem também a capacidade de produzir e exportar tecnologia de ponta.

QUARENTA ANOS DE UM GRANDE PASSO PARA A HUMANIDADE

Hoje se completam-se exatos 40 anos da chegada do homem na Lua.

Discussões a parte sobre a veracidade do feito americano, o pouso da missão  Apollo 11 em 20 de julho de 1969 mudou os rumos da Corrida Espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética; anos depois, o poder balístico e tecnológico dos americanos superou o dos soviéticos e a Guerra Fria terminou com a vitória dos americanos. Mesmo assim, foi durante a Guerra Fria que grande parte da tecnologia que utilizamos atualmente foi desenvolvida.

Apesar de ser um dos primeiros eventos transmitidos em escala global, muita gente ainda não acredita na chegada do homem até a Lua. E de tão fantástica a ideia, acha que foi tudo uma farsa! Há vários sites, até em português, que defendem a ideia de fraude para criar uma situação que nunca existiu. E “provam”, com argumentos aparentemente sólidos, que o Homem jamais chegou à Lua e que tudo não passa de uma grande encenação para inglês russo ver!

Apesar de esses argumentos serem aparentemente fortes os suficientes para derrubar qualquer explicação sobre o voo até a Lua existem evidências muito fortes que mostram que o homem realmente pisou por lá. Uma delas é o vídeo abaixo, que mostra a reprodução da famosa experiência de Galileu da queda livre. Como você verá no vídeo, o martelo e a pena chegam ao mesmo tempo no chão, coisa que só é possível em um ambiente de vácuo como o da Lua.(reproduzir esse ambiente na Terra naquela época era praticamente impossível, ainda mais com toda o aparato tecnológico que era envolvido nas missões Apollo).

Outra evidência forte sobre a presença humana na Lua são pedaços do solo lunar trazidos por eles que são estudados até hoje; além desta, temos os espelhos colocados pelos astronautas da missão Apollo 11 que nos auxiliam, por exemplo, no cálculo da distância entre a Terra e a Lua, além da detecção de partículas espaciais que passam por nossa atmosfera a todo o instante.

E para relembrar a data, nós reproduzimos algumas capas de jornais e revistas que relatam a chegada do homem a Lua em 1969.

 

Capa da edição especial da revista Veja sobre a chegada do homem a Lua

 

Capa do Jornal do Brasil de 20 de julho de 1969

Capa do jornal Folha de São Paulo

 

Jornal inglês The Guardian, com a manchete “Na Lua após um perfeito pouso”

 

London Herald anuncia o primeiro homem na Lua

 

O jornal Últma Hora destaca o local do pouso da missão Apollo 11, em um local da Lua chamado “Mar da Tranquilidade”

 

O jornal Daily Mirror destaca do Homem na Lua, em uma edição especial sobre a missão Apollo 11

 

A Folha da Tarde destaca o primeiro ser humano a pisar no solo lunar, o americano Neil Armistrong.

A capa do dia 21 de Julho de 1969 destaca os primeiros passos da missão na Lua e os preparativos para o seu retorno a Terra.

Enfim, esta é uma data para ser sempre lembrada. A conquista do espaço, os primeiros passos na Lua… De alguma forma, toda a tecnologia que você usa em seu dia a dia teve a colaboração de alguma tecnologia empregada em uma missão espacial, fosse americana ou russa.

Outros links interessantes sobre a chegada do homem na Lua são:

Departamento de História da NASA – http://www.nasa.gov/externalflash/apollo11/gallery_index.html

Modern Mechanix – http://blog.modernmechanix.com/2008/07/08/man-to-the-moon/

Fotografísicas especiais no Praticando Física – http://www.praticandofisica.com.br/fotografísicas

Especial sobre a chegada do Homem a Lua da Folha de S. Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u597434.shtml

 

ELES QUASE CHEGARAM ANTES NA LUA

No dia 20 de julho deste ano comemoraremos os 40 anos da chegada do homem a Lua. É uma data a ser celebrada por toda a humanidade (e não só pela comunidade científica); a chegada do homem a outro corpo celeste mudou fatalmente os rumos da história de nosso planeta. Graças ao pouso de uma nave americana na Lua, os Estados Unidos venceram a Corrida Espacial e deram um grande passo na vitória da Guerra Fria contra a União Soviética. Por consequência da vitória americana, o capitalismo venceu e hoje é o regime econômico predominante no planeta.

Não é difícil que às vezes nos perguntemos o que aconteceria se a União Soviética chegasse antes dos americanos a Lua e vencesse a corrida espacial. Provavelmente nosso mundo seria modificado de alguma forma, talvez sutilmente, talvez radicalmente. É importante lembrar que a URSS foi a primeira nação a mandar um homem ao espaço e alguns preferem classificar este ato como a verdadeira vitória na corrida espacial.

Mas você sabia que a União Soviética quase chegou à Lua antes dos americanos?

Este é um fato pouco conhecido. Enquanto a missão Apollo 11 viajava pelo espaço até a Lua, a nave Luna 15 foi mandada até  lá para recolher partes do solo lunar e retornar a Terra com eles. Uma verdadeira corrida se passou desde a detecção da Lunna 15 pelos americanos, pois a nave soviética estava seis horas a frente da missão Apollo 11. Se o curso continuasse naquela velocidade, a nave Lunna 15 chegaria muito tempo antes dos astronautas americanos.

As gravações e os relatos de quem viveu essa corrida na corrida espacial, com lances de espionagem dignos de 007, podem ser vistos neste link aqui.

E não se esqueça de que no dia 20 o homem completa 40 anos de seus primeiros passos na Lua. Quem sabe um dia não faremos um post falando sobre o aniversário da presença do homem em outro planeta?