A ultrassonografia é uma técnica de geração de imagens
que usa as ondas sonoras de alta frequência e os seus
ecos. Esta técnica de leitura dos ecos das ondas sonoras
é similar à que os morcegos, baleias e submarinos
utilizam para a localização. Basicamente, o ultrassom
funciona da seguinte forma: a máquina de ultrassom emite
e transmite pulsos sonoros de alta frequência, que
variam entre 1 MHz e 5 MHz para o interior do corpo
examinado através de uma sonda. Estas ondas sonoras
estão acima do limiar de frequência que um ser humano
pode ouvir, que é de 20 Hz até 20 MHz.
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Fisicamente, uma onda é um pulso
energético que se propaga através do espaço ou através
de um meio (líquido, sólido ou gasoso). As ondas sonoras
são um tipo de onda longitudinal, ou seja, são ondas
onde o sentido de vibração é o mesmo sentido de
propagação de uma onda. Como toda onda mecânica, a onda
sonora necessita de um meio para se propagar – é por
isso que um som não pode se propagar no vácuo, como no
espaço.
A propagação de uma onda sonora pode gerar um efeito
conhecido como eco. O eco é uma reflexão das ondas
sonoras quando essas se chocam em algum meio,
principalmente sólido (como uma parede) e retornam na
direção contraria a fonte de emissão. Um ser humano
consegue identificar, ouvir um eco quando a diferença de
tempo entre a emissão da onda e seu retorno for menor do
que 0,1 s. Entretanto, o princípio de formação do eco é
aplicado a outros tipos de ondas e no caso das ondas
sonoras, pode ser também aplicado as ondas ultrassônicas
(frequência maior do que 200000 Hz).
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As ondas sonoras
emitidas pelo aparelho de ultrassom (imagem à
esquerda) se deslocam pelo seu corpo e atingem
um limite entre tecidos ou entre um tecido macio
e um tecido mais duro; então, essas ondas
sonoras são refletidas de volta para a sonda,
enquanto outra parte da sonda continua se
deslocando. Conhecendo a velocidade do som em um
tecido humano (que é de aproximadamente 1545
m/s) e o tempo de retorno de cada eco,
geralmente da ordem de 0,001 s, máquina consegue
calcular a distância entre a sonda e o órgão que
está sendo examinado, transformando a reflexão
das ondas (ou ecos) em imagens, cujo resultado é
mostrado em um monitor. Comumente, um ultrassom
emite cerca de cinco milhões de pulsos a cada
segundo, o que aumenta a precisão das imagens
exibidas. A sonda ainda pode ser movimentada ao
longo da superfície do corpo, permitindo a
visualização dos órgãos e tecidos por diversos
ângulos. |
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| Acima, duas
imagens de ultrassonografias de fetos. A
esquerda, uma imagem de ultrassom bidimensional
de um feto e a direita, imagem de um
ultrassom em 3D, que capta com mais definição e
exibe imagens mais nítidas. |
Nos últimos anos foram desenvolvidas máquinas de
ultrassom capazes de gerar imagens tridimensionais.
Nessas máquinas, várias imagens bidimensionais são
captadas pelo movimento das sondas ao longo da
superfície do corpo ou girando as sondas inseridas. As
varreduras bidimensionais são então combinadas por um
software de computador especializado para formar imagens
3D. As imagens do ultrassom em três dimensões permitem
uma melhor detecção de tumores e a visualização de um
feto com melhores detalhes.
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